Contos e Histórias: Rudolf Nureyev

Mais um conto e histórias aqui no blog, e hoje o artista escolhido é o incrível bailarino, Rudolf Nureyev!

Rudolf Nureyev – Reprodução Google

Rudolf Nureyev nasceu no dia 17 de março de 1938, na Sibéria, Rússia. Era o mais novo de quatro filhos e veio de uma família humilde. Sua mãe, o levou para assistir certa vez, Song of Cranes no teatro, e ao assitir, Rudolf ficou impressionado com aquela apresentação.

Começa as aulas de ballet na infância, por recomendação da escola, que percebeu o grande talento de Rudolf nas danças folclóricas.

Aos quinze anos, ele começa a treinar profissionalmente em uma escola local e logo prestou audição para o Bolshoi Ballet Academy e também para o Kirov Vaganova Academy. Ele acaba escolhendo pela escola Vaganova. Lá, ele se torna pupilo de Pushkin, mas trazia consigo um temperamento forte, o qual era controlado por seu mestre Pushkin que se tornou uma figura paterna para Rudolf.

Em 1958, depois de sua graduação, se torna solista no Kirov, estreando com Laurentia ao lado de Natalia Dudinskaya.

Laurentia

Depois de se apresentar com o Kirov em Paris, Rudolf em 1961, começa a dançar para o Grand Ballet du Marquis de Cuevas. Neste mesmo ano, ele foi convidado por Margot Fonteyn para dançar em uma gala, porém ele se recusou e optou para dançar um solo feito especialmente para ele, chamado Poème tragique, por Frederick Ashton que ofereceu a ele uma vaga no The Royal Ballet após ficar impressionado com sua apresentação.

Finalmente em 1962, ele dança ao lado de Fonteyn o ballet Giselle, que marcou o início de uma grande amizade entre eles. Ele permaneceu na Royal ate 1970 e se tornou diretor da Paris Opéra Ballet em 1983 onde teve a oportunidade de dar cara nova a companhia, trazendo novos bailarinos e criando coreografias.

Nureyev e Fonteyn em Giselle

Apesar de doente, ele continuou trabalhando até 1992, quando produziu La Bayadère. Foi uma despedida emocionante.

Filme Biográfico de Rudolf Nureyev lançado pela HBO

“Para mim, pureza do movimento não é suficiente. Eu precisava de expressão, mais intensidade, mais mente”. (Rudolf Nureyev)

Gostaram?!

Beijos e até a próxima;

Mariana

Fonte: Ballet – The definitive illustrated book

Contos e Histórias: Sylvie Guillem

Olá!

Hoje no nosso Conto e histórias vamos falar um pouco sobre a trajetória da bailarina Sylvie Guillem!

Sylvie Guillem – Imagem Reprodução google

A bailarina francesa, Sylvie Guillem, nasceu no dia 23 de fevereiro de 1965, em Paris. Filha única de um pai mecânico e mãe ginasta, aos 11 anos além de fazer parte do time júnior francês olímpico, foi convidada pela Paris Ópera Ballet para realizar um intercâmbio.

Aos dezesseis anos, ela entra para o corpo de baile da Ópera de Paris que três anos depois entra sob direção artística de Rudolf Nureyev. Em 1987, ela ganha um papel escrito especialmente para ela por William Forsythe em In the Middle, Somewhat Elevated.

Video de Sylvie Guillem em – In the Middle, Somewhat Elevated.

Ela era estrela na companhia, mas se sentia frustrada pelo nível de controle sobre ela e decidiu sair depois de cinco anos, quando se junta a The Royal Ballet, em Londres. Nesta épocaela treinava junto aos bailarinos homens e desenvolveu habilidades, inclusive sua marca registrada, sua perna elevada em posição de seis horas.

Buscando mais liberdade na dança, Guillem começa a explorar a dança contemporânea e em 1995 trabalha em Evidentia, um filme de dança contemporânea misturada a um trabalho de filmagem avant-garde.

Trecho de Sylvie Guillem em Evidentia

Já em 2003, ela performa uma versão de Carmen pelo coreógrafo Mats Ek. Em 2003 ela colabora com o coreógrafo renomado de contemporâneo, Russel Maliphant, em Broken Fall, e dois anos depois em Push.

Em 2007, Guillem sai da Royal Ballet e se torna uma artista associada na Sadler Wells Theatre.

Aos 50 anos, Guillem fez sua turnê de despedida, chamada Life in Progress, que terminou no Japão com uma produção de Maurice Béjart, Bolero.

“Eu fiz do jeito que eu queria. Todos esses anos o melhor que eu posso ser.” Sylvie Guillem

fonte – Ballet: The definitive illustrated story

Sylvie é sem dúvidas, uma grande bailarina e intérprete de grandes trabalhos clássicos e contemporâneos.

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Beijos,

Mariana Prieto

Contos e Histórias: Agrippina Vaganova

Olá, tudo bem?

Vamos falar um pouquinho sobre a trajetória de Agrippina Vaganova, fundadora do método Vaganova de ballet clássico.

Agrippina Vaganova nasceu em 1879 em São Petesburgo, era filha de um porteiro no Teatro Maryinsky e desde muito nova teve contato com o ballet. Iniciou seus estudos na Escola Imperial de Ballet e em 1897, entra para o corpo de baile do Teatro Maryinsky. Seu talento foi logo reconhecido por Petipa, e ela começa a ser reconhecida por Rainha das Variações. Foi nomeada como primeira bailarina e manteve este título até quase o final de sua carreira artística, sendo que o título de Étoile, foi concedido a ela somente em 1915, um ano antes de sua aposentadoria oficial.

Vaganova deixa os palcos e passa a se dedicar somente ao ensino do ballet clássico e de 1931 a 1937 ela ocupou a posição de Diretora Artística do Kirov Ballet. Em 1934, ela escreveu o livro Bases da Dança Clássica, com impacto considerável.

Durante os anos que Vaganova se dedicou ao ensino, desenvolveu um preciso método de técnica e sistema de instrução. Neste método, ela sintetizou tudo o que aprendeu com seus mestres junto com seus conceitos de possibilidades de movimentos e técnica. Como resultado, temos um brilhante método combinado com amplitude de movimentos e maleabilidade da parte superior do corpo que são a grande marca do trabalho de Vaganova.

Vaganova também usou recursos como a fluidez e expressividade dos braços do método francês, como os saltos e giros do método italiano, planejando seus estudos para desenvolver sua própria técnica. Uma das grandes singularidades em seu trabalho, sem dúvida é o desenvolvimento da força da parte inferior das costas, e um trabalho minucioso para flexibilidade bem como expressividade e braços longilíneos. Um trabalho completo onde o bailarino ao mesmo tempo que encanta por sua graça, encanta por sua força.

Vaganova formou diversas grandes bailarinas, como: Marina Semeonova, Olga Jordan, Natalia Dudinskaya e Irina Kolpakova, cujo refinamento é lembrado até hoje.

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Beijos e até mais!

Fontes: VaganovaAcademy.ru ; Escola Bolshoi; Dictionnaire du Ballet Moderne.