Contos e Histórias: Anna Pavlova

Anna Pavlova é a bailarina a qual falaremos hoje!

Anna Pavlova em A Morte do Cisne

Anna Pavlova nasceu no dia 31 de janeiro de 1881, subúrbio de Ligovo, São Petersburgo, Rússia e foi criada por sua mãe, Lyubov Feodorovna.

Aos dez anos de idade, Pavlova foi aceita na Imperial Ballet School e se formou em 1899 na Imperial Ballet Company. Sete anos mais tarde, ela foi promovida a primeira bailarina. No período de 1908 e 1909, ela participou de pequenas turnês com Adolph Bolm, passando por lugares como Praga, Berlim e Viena.

Em 1907, Michel Fokine, cria para Anna Pavlova o que seria seu maior papel em sua carreira como bailarina: A morte do Cisne. Este solo, foi produzido com música de Camile Saint Saens, possui menos de quatro minutos de duração e se tornou a marca registrada de Anna Pavlova.

Variação de A morte do Cisne

Já em 1909, Anna Pavlova ingressa a primeira temporada da Sergei Diaghilev Ballet Russes em Paris. Lá ela performou ballets como Les Sylphides, Cleóprata e Le Pavillon D’Armida, criado por Michel Fokine. Logo após, em sua passagem por Londres, com seu partner Mikhail Mordkin, dançou na casa do Rei e Rainha da Inglaterra e nesta época passou a ser conhecida como a Taglioni Moderna.

Anna Pavlova estreia nos Estados Unidos em 1910, em Nova York, logo após com performance em Londres, no Palace Theatre.

Anna Pavlova formou sua própria companhia, a Pavlova Company, que era comandada por Victor Dandré.

Em sua passagem pela Alemanha, em 1914, guerra foi declarada contra a Rússia, e ela como cidadã russa foi imediatamente presa. Após ser liberta, levou sua companhia para Londres e posteriormente pela América do Norte.

Em 1916, ela participa do filme chamado The Dumb Girl of Portici e no ano seguinte, ela e sua companhia participaram com uma pequena versão de A bela adormecida no filme The Big Show.

Em 1917 e 1918, sua companhia realizou uma turnê pela América Latina e nesta viagem que Anna desenvolveu sua paixão pelas danças tradicionais. E nos próximos dez anos de sua vida, se dedicou a aprender sobre a dança de cada país que visitou.

Anna Pavlova se tornou uma celebridade na época por viajar com sua companhia por pelo menos 500,000 milhas e se apresentando para milhões de pessoas. Além de grande bailarina foi uma grande empresária e criou uma imagem muito popular na época, criando laços de amizades inclusive com Charles Chaplin.

Anna treinou com o renomado mestre Enrico Cecchetti o qual seu método ainda é ensinado nos dias de hoje.

Sua companhia prestou homenagens aos repertórios da Imperial Theater, e performou The fairy Doll, Don Quixote e Raymonda, bem como alguns divertissiments e realizou turnês até 1930. Sua última apresentação foi no dia 13 de dezembro de 1930, no Hipperdrome em Londres.

Em 1931, Anna Pavlova faleceu devido à complicações de uma pneumonia.

Anna é certamente um dos grandes nomes do ballet clássico e merece ser sempre reverenciada!

Beijos e até a próxima!

Mariana

Contos e Histórias: Sylvie Guillem

Olá!

Hoje no nosso Conto e histórias vamos falar um pouco sobre a trajetória da bailarina Sylvie Guillem!

Sylvie Guillem – Imagem Reprodução google

A bailarina francesa, Sylvie Guillem, nasceu no dia 23 de fevereiro de 1965, em Paris. Filha única de um pai mecânico e mãe ginasta, aos 11 anos além de fazer parte do time júnior francês olímpico, foi convidada pela Paris Ópera Ballet para realizar um intercâmbio.

Aos dezesseis anos, ela entra para o corpo de baile da Ópera de Paris que três anos depois entra sob direção artística de Rudolf Nureyev. Em 1987, ela ganha um papel escrito especialmente para ela por William Forsythe em In the Middle, Somewhat Elevated.

Video de Sylvie Guillem em – In the Middle, Somewhat Elevated.

Ela era estrela na companhia, mas se sentia frustrada pelo nível de controle sobre ela e decidiu sair depois de cinco anos, quando se junta a The Royal Ballet, em Londres. Nesta épocaela treinava junto aos bailarinos homens e desenvolveu habilidades, inclusive sua marca registrada, sua perna elevada em posição de seis horas.

Buscando mais liberdade na dança, Guillem começa a explorar a dança contemporânea e em 1995 trabalha em Evidentia, um filme de dança contemporânea misturada a um trabalho de filmagem avant-garde.

Trecho de Sylvie Guillem em Evidentia

Já em 2003, ela performa uma versão de Carmen pelo coreógrafo Mats Ek. Em 2003 ela colabora com o coreógrafo renomado de contemporâneo, Russel Maliphant, em Broken Fall, e dois anos depois em Push.

Em 2007, Guillem sai da Royal Ballet e se torna uma artista associada na Sadler Wells Theatre.

Aos 50 anos, Guillem fez sua turnê de despedida, chamada Life in Progress, que terminou no Japão com uma produção de Maurice Béjart, Bolero.

“Eu fiz do jeito que eu queria. Todos esses anos o melhor que eu posso ser.” Sylvie Guillem

fonte – Ballet: The definitive illustrated story

Sylvie é sem dúvidas, uma grande bailarina e intérprete de grandes trabalhos clássicos e contemporâneos.

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Beijos,

Mariana Prieto

Contos e Histórias: Margot Fonteyn

Olá, tudo bem?

Toda terça falaremos sobre alguma curiosidade, fato histórico ou personalidade da dança.

Para darmos início à este projeto, começo com a estrela da Royal Ballet, Margot Fonteyn.

Margot Fonteyn na infância – Foto: site Royal Academy of Dance

Margot Fonteyn nasceu em 18 de maio de 1919, na Inglaterra e seu nome de batismo é Margaret Evelyn Hookham. Sua mãe, filha de brasileiro, a encorajou a começar seus estudos no Ballet clássico aos quatro anos de idade. Sua infância foi dividida entre a Inglaterra, América e China e depois de trabalhar a dança com Gontcharov e Astafieva, ela se junta à Vic- Wells Ballet, onde aos 16 anos, dança seu primeiro papel principal como Odile/ Odette no Lago dos Cisnes. Em 1946, quando a companhia foi realocada para a Royal Opera House, Margot performou como Aurora, em A Bela Adormecida.

De acordo com o livro Ballet, The Definitive illustrated book, Margot tinha um apelo e uma personalidade que eram perfeitas para o ballet. Era uma bailarina excepcional, se tornou a bailarina favorita inglesa e quando a companhia visitou Nova York, em 1949, ela conquistou os corações dos americanos também e se tornou a primeira bailarina a ser capa da revista TIME.

Capa da revista TIME – reprodução Google

Aos 42 anos, quando Margot já dava indícios de uma aposentadoria, ela dança com Nureyev, performando Giselle em 1962 e se tornaram a maior parceria no ballet clássico. Com esta parceria, Nureyev estende a carreira de Margot em mais quinze anos.

Margot continuou sua carreira até os 60 anos, muito por conta de seu marido Tito, que havia levado um tiro que o deixou em cadeira de rodas. Assim que se aposentou, foi nomeada como Prima Ballerina Assoluta, a única na The Royal Ballet com este título.

Margot Fonteyn em O pássaro de Fogo – reprodução google

Após sua aposentadoria, Margot se muda para o Panamá, onde viveu seus últimos anos de vida ao lado de seu marido, Tito.

Um dos papéis mais emblemáticos de sua carreira, sem dúvida é Odette/ Odile em Lago dos Cisnes, onde fez par com Nureyev em 1951. O livro Dictionnaire du Ballet mostra como Margot era uma pessoa de extrema elegância, educada, com muita ternura e que foram expressas maravilhamente em papéis em ballets como Nocture, The Wise Virgins, Symphonic Variations e Cinderella.

Margot Fonteyn é uma das maiores estrelas da história do ballet clássico e conforme citado no livro Dictionnaire du Ballet, ela é o coração do classicismo. Ela envolve com sua coordenação os movimentos de cabeça, dos braços e do seu tronco, é uma lição sobre a natureza da arte.

Veja aqui mais algumas fotos sobre a vida desta estrela do ballet clássico:

Gostaram de ver um pouco mais sobre Margot Fonteyn?

Beijos e até a próxima!

Fontes: Dictionnaire du Ballet Moderne (1957) e Ballet, The Definitive illustrated book. (2018)