Alongamento no Ballet

Olá, tudo bem? Hoje falo aqui no blog sobre um assunto que assusta muitos alunos: o Alongamento!

Acho que o alongamento é uma das minhas partes favoritas da aula de ballet, porque a cada aula percebemos nossa evolução e melhora na flexibilidade. E tudo isso reflete de forma significativa nos exercícios executados!

Mas afinal, quais são os benefícios do alongamento?

1- Melhora da postura, reduzindo dores nos ombros e lombares causadas pela má postura;

2- Aumento da flexibilidade e consequentemente promove a melhora da execução de movimentos amplos;

3- Aumento de fluxo sanguíneo nos músculos, reduzindo assim os riscos de lesões musculares;

4- Relaxamento: aliviando tensões musculares e estresse.

5- Aperfeiçoamento motor: Quanto maior a flexibilidade, maior a facilidade de execução de movimentos que sem alongamento não seriam possíveis de serem realizados.

Conheça um pouco sobre alguns tipos de alongamento:

1- Estático – Este é o alongamento mais comum e é realizado em repouso. Neste caso, em determinada posição, alonga-se o músculo e permanece de 20 a 30 segundos. Mais do que isso, o esforço do alongamento torna-se desnecessário, uma vez que a musculatura se relaxa e prejudica na produção de força rápida.

2- Dinâmico: Neste tipo de alongamento, o aluno alonga por impulso, aumentando a mobilidade das articulações amplitude no movimento. Este tipo de alongamento deve ser feito depois de um período inicial de aquecimento.

3- Passivo: O alongamento é realizado por meio de uma força externa. São usadas faixas elásticas, bola suíça ou algum tipo de aparelho. O controle deste alongamento vem da ação externa, por isso é muito importante saber o limite do seu corpo para realizar esse tipo de alongamento.

4- Facilitação neuromuscular proprioceptiva: O nome é um pouco complicado, mas neste tipo de alongamento é realizada uma combinação de atividades para melhora do desempenho muscular. Neste caso, o aluno realiza um exercício de alongamento passivo por aproximadamente 30 segundos e depois, o aluno realiza uma força contrária ao do praticante em seu ângulo inicial. Lembrando que este tipo de exercício deve ser feito sob supervisão de um profissional da área.

O alongamento é sem dúvida, essencial para os bailarinos. Ele vai trabalhar a flexibilidade e força muscular. Porém, é importante frisar que o aluno deve sempre respeitar seus próprios limites e ser realizado de forma gradativa, para evitar lesões e dores desnecessárias.

Como fazer?

É muito importante se aquecer antes de começar o alongamento, use roupas confortáveis e que permitam amplitude de movimento e pense muito em sua respiração! A respiração e a palavra-chave para um bom alongamento. Quando respiramos profundamente, aumenta-se o relaxamento muscular. Sempre digo para os alunos durante a prática para alinhar a respiração com o movimento executado, pensando sempre na respiração diafragmática. Respirar de forma correta reduz a tensão nos músculos respiratórios e promove sensação de relaxamento.

Eu gosto muito da prática de alongamento estático, e começo sempre alongando músculos superiores e vou descendo trabalhando cada parte com exercícios de alongamento específico.

Atente-se sempre ao seu limite! Forçar sua musculatura só vai gerar dores e possíveis lesões!

A prática do alongamento para ser efetiva, deve ser frequente! Realizar estes exercícios durante todas as aulas, te ajudará a manter sua flexibilidade e força. Você também pode tentar inserir algumas práticas simples de alongamento à sua rotina. Pode melhorar sua postura, relaxar sua musculatura prevenindo dores.

Aqui abaixo você pode conferir um video bem legal com alguns exercícios de alongamento aptos para bailarinos:

Este video tem exercícios bem bacanas, dos mais simples aos mais avançados!

Agora me fala, você gosta de fazer alongamento?

Quer ver algum conteúdo aqui no blog? Me mana mensagem e me deixa sua sugestão!

Beijos,

Mariana Prieto

fonte:
Área de treino / Minha vida

Os benefícios do Ballet infantil

Olá, tudo bem? No post de hoje, falo sobre como o ballet traz benefícios para a criança!

O ballet é uma atividade extremamente positiva e pode trazer inúmeros benefícios para a criança. Beneficia, inclusive, no desenvolvimento das habilidades cognitivas e sensoriais por ser uma atividade considerada completa para o ensino infantil.

A importância do desenvolvimento psicomotor:

O desenvolvimento psicomotor é muito importante nos primeiros anos de vida da criança, para que possam adquirir domínio na elaboração dos movimentos pessoais e melhora na percepção de tudo que está a sua volta.

Dentro da sala de aula, o professor de ballet infantil deve ser capaz de auxiliar a criança no desenvolvimento psicomotor, realizando atividades lúdicas que melhorem sua percepção corporal, coordenação motora, lateralidade e noção espacial. Atividades estas, que se estimuladas de maneira correta, fornecerão habilidades adequadas tanto para o cotidiano da criança quanto para o ambiente escolar ou extra curricular.

O professor também deve saber lidar com as emoções da criança nesta fase de descoberta motora, e identificar os melhores recursos a serem utilizados em sala de aula. Vale usar atividades cênicas, musicais e recursos sensoriais.

Veja abaixo alguns dos benefícios que o ballet pode trazer para a criança:

1 – Melhora da coordenação motora global e fina:

Desenvolve a habilidade na criança de controlar a musculatura voltada para a execução de atividades complexas, como: andar, correr, saltar, dançar. Desenvolve também a capacidade de dominar e a trabalhar corretamente os músculos da mão.

2 – Lateralidade:

Com exercícios adequados, a criança é estimulada à conscientização dos hemisférios do corpo. Atividades que trabalham o controle dos pés, saltos, trilhas são ótimas referências para trabalhar a lateralidade e a organização espacial.

3 – Organização espaço – temporal:

Durante a aula, a criança é estimulada de diversas maneiras, seja com objetos, atividades lúdicas e música! Neste caso, a criança aprende a se situar e a se orientar perante objetos, pessoas e à si mesmo dentro da sala de aula. Ela aprende a se organizar dentro de ritmo.

4 -Disciplina e concentração:

O ballet é uma atividade que requer muita disciplina e concentração para a realização dos exercícios. Assim, durante a aula, a criança aprende a trabalhar estas habilidades de forma orgânica, com atividades e brincadeiras que as estimulem a pensar em como executá-las.

5- Trabalho em equipe:

Dentro de sala de aula, o professor de ballet infantil realiza práticas que socializem todos os alunos de maneira igual. Aprendem a dividir os objetos utilizados durante as atividades, a prestar atenção no colega enquanto o outro faz um exercício e etc.

6- Musicalidade:

Ballet não existe sem música. A criança aprende desde cedo e de forma muito divertida a compreender a diferença entre ritmos, como dançar conforme a contagem da música e claro, estimula a expressão.

São muitos os benefícios para o ballet pode trazer para as crianças!

Espero que tenha gostado!

Beijos,

Mariana Prieto

fontes>

Portal Educação e NeuroSaber

Quando iniciar e como escolher uma boa sapatilha de ponta

Olá, tudo bem?

Escolhi este tema para dar início ao blog depois de pensar muito no que poderia escrever aqui. Uma das coisas que mais escuto das minhas alunas que estão chegando na idade de usá-las é: “Prô, quando eu vou poder usar ponta?”. Ou dos meus alunos adultos que sempre têm dúvidas em como escolher uma boa sapatilha, que se adapte bem e que tenha uma boa performance.

Pois bem, vamos então falar um pouco sobre as temidas, adoradas e tão sonhadas sapatilhas de ponta?! (cuidado que lá vem textão)

Alguns registros históricos, apontam que a sapatilha de ponta começou a ser usada de fato por Marie Taglioni, bailarina italiana, que uso a sapatilha em apresentações completas. Existem relatos de uso anterior à ela, porém aparições breves. A sapatilha de ponta surge com a ideia de mostrar mais leveza e imagem mais alongada.

Marie Taglioni (1804-1884)

Quando começar o trabalho nas pontas?

Quando uma menina ingressa ao ballet, um dos maiores sonhos é usar a ponta e a ansiedade para que este dia chegue é enorme! Todavia, uma coisa que friso muito no ballet é: Paciência. Cada estágio que vivenciamos nos estudos do ballet clássico, deve ser vivido de maneira plena e consciente.

Como professora, recomendo o início do uso de sapatilha de ponta depois dos 12 anos e com estudo mínimo de três anos, a menos que a aluna tenha formação óssea estabelecida para tal, consciência motora e técnica clássica.

O profissional da dança deve ter uma responsabilidade muito grande nesse momento e analisar detalhadamente o perfil do aluno antes do início dos trabalhos nas pontas, alinhando a idade com a técnica pré-estabelecida. A criança, por estar em desenvolvimento ósseo corre riscos de lesões caso não seja trabalhada corretamente. Por isso friso muito na questão da responsabilidade do profissional.

A aluna possui os pré-requisitos para o início dos trabalhos?

A etapa seguinte é a escolha da sapatilha. Eu recomendo sempre o uso de sapatilhas macias. Meus últimos anos de aperfeiçoamento foram com a Royal Academy of Dance e neste método, usamos a sapatilha soft (ou pré-ponta). Não é uma sapatilha que você pode usar no centro e executar sequências na ponta, ela é extremamente macia e portanto é usada na preparação e fortalecimento dos pés e tornozelos para que posteriormente seja iniciado o uso das prontas efetivamente. Eu gosto muito deste modelo da Royal porquê se alinha perfeitamente com minha visão profissional sobre o assunto: A aluna deve vivenciar plenamente e com consciência cada etapa técnica em sua vivência com o ballet. Na Só Dança, por exemplo, podemos encontrar o modelo Prima (pré ponta), modelo Grisi (para estudantes) e a partner estudanteeeee, da Capezio:

Conforme a bailarina desenvolve suas habilidades, o professor será capaz de auxiliar na escolha da próxima sapatilha, com um pouco mais de dureza. Até que, por fim a bailarina atinja sua maturidade corporal e esteja apta à usar sapatilhas profissionais e de alta performance.

Início das pontas no ballet adulto, como proceder?

Quando um aluno começa o ballet na fase adulta, tudo pode parecer muito complicado, difícil e exaustivo. Mas nada é impossível e com o auxílio do professor, o aluno pode obter excelentes resultados.

Diferente de uma criança, o adulto já tem mais consciência corporal e a estrutura óssea e muscular já está completa. Nestes casos, podemos passar a parte da pré-ponta e dar início ao uso de pontas mais macias e de acordo com o formato do pé. Costumo iniciar o trabalho com as pontas em alunos adultos após dois anos de prática com o ballet clássico.

tipos de pés. Imagem: reprodução Google.

Pé Grego: Possui o segundo dedo maior que os demais. O melhor formato para este pé é o ligeiramente afilado, não pode ser muito estreito nem largo o box. Ele deve ter uma forma que se adapte aos dedos mas que alivie também a pressão do dedo médio, que é maior que o restante. Modelos de sapatilha para pé grego:

Pé egípcio: O dedão é maior que os demais dedos. Modelo ideal: Afilado , cônico. Este modelo exerce pressão no dedão do pé, assim distribuindo o peso para os menores. Modelos de sapatilha para pé egípcio:

Pé quadrado: Os dedos são do mesmo tamanho. Um box quadrado neste caso, auxilia a distribuição do peso entre todos os dedos. Modelos para pés quadrados:

Meu pé é egípcio e pra mim não há melhor sapatilha que a Gaynor. Funciona perfeitamente para o meu pé.

Qual é a sua sapatilha?

Beijos, Prô Mariana Prieto

Fontes: Site Só dança e Dance Spirit.