Olá, tudo bem com você? Hoje vamos conhecer mais sobre os detalhes sobre o surgimento e evolução da sapatilha de ponta. O Ballet é uma arte criada nas cortes da Europa, e no seu início… Mais
Como realizar exames da RAD (Royal Academy of Dance)
Olá!
“A Royal Academy of Dance é uma das mais influentes organizações de educação de dança e treinamento do mundo, com sede em Londres. A patrona é Rainha Elizabeth II e a presidente é a Dama Darcey Bussel.” A RAD inicia seus trabalhos em 1920, como Associação de professores de dança operática na Grã-Bretanha. Com Adeline Geneé escolhida como primeira presidente, a associação lança seus primeiro syllabus no mesmo ano e seus primeiros exames em 1921. – (fonte: RAD website)

Sempre estudei sobre metodologias de ballet clássico, e a RAD sempre foi minha favorita para ensino e treinamento. A escola inglesa foca na mecânica do movimento e como cada parte do corpo pode ser sua aliada na hora de executar um passo de dança. Os braços são ponto forte desta metodologia, e que se trabalhados de forma correta garantem equilíbrio, sustentação e melhora na qualidade de giros e saltos.
Eu, depois que passei por alguns exames da Royal, percebi a melhora na minha qualidade técnica e aprendi a usar melhor meu corpo durante os movimentos. A experiência de fazer um exame da Royal é única e inesquecível, pois existe uma preparação longa e com muito cuidado, para que sejam avaliadas não somente qualidade da dança, mas também músicalidade, expressão e etc.
Mas como posso me inscrever e estudar para exame da RAD?
Primeiramente, entre no site da RAD e verifique uma escola registrada que seja próxima a você. Feito isso, entre em contato com a escola para saber quando será o próximo exame (a RAD costuma oferecer duas datas no ano, uma no primeiro e outra no segundo semestre).
Agora chegou o momento de verificar qual seu nível técnico! Converse com sua professora, assista à videos e alinhe seus objetivos para o exame. Você bailarina adulta também pode fazer! A RAD não delimita idade máxima para os grades, somente idade mínima.
Os exames são separados nos seguintes níveis:
1- Dance to your own time: Indicado para crianças de 2 1/2 a 5 anos – Que na verdade, são aulas demonstrativas e não exames. As crianças dançam em seu próprio ritmo onde o professor conduz a aula e os pais podem assistir.

2- Graded Syllabus (pre primary, primary in dance e grades 1 até 8) – Para o pre primary e primary in dance, as crianças devem ter idade superior a 5 anos. Neste caso, já possui avaliação com exercícios lúdicos (são lindos) e que trabalham além das técnicas de dança, habilidade sociais e motoras. Já nos grades 1 a 5, a idade mínima é 7 anos enquanto do 6 ao 8, a idade mínima é 11. Os grades 6,7 e 8 são lindos, todos coreografados do início ao fim. Uma coisa muito legal nos exames da RAD, é a oportunidade que a bailarina ou bailarino tem de aprender sobre dança caráter (russa, húngara, polonesa) também.
3- Vocational Graded Syllabus (Intermediate Foundation, Intermediate, Advanced Foundation, Advanced 1, Advanced 2, Solo Seal) – Para alunos com idade superior a 12 anos ,sendo: 12 anos para Intermediate, 13 anos para advanced foundation, 14 anos para advanced, 15 anos para advanced 2 e solo seal. Os níveis Intermediate foundation e Advanced foundation são opcionais, mas para se fazer o Advanced 2, por exemplo, é necessário ter passado pelo Advanced 1. O exame Solo Seal é somente para bailarinos que passaram com distinction no nível advanced 2. As sequências destes módulos são mais complexas e bem coreografadas.

As notas funcionam da seguinte maneira: Pass ( que é 40% a 54% da notal total), Merit (55% a 74% da notal total) e Distinction (75% a 100%). Nos grades, a partir de Merit você ganha uma linda medalha.
Os exames são sempre realizados em inglês e o examinador ou examinadora não será da sua nacionalidade. Eu, por exemplo, nos meus últimos exames realizei com uma Canadense e posteriormente com um professor Britânico.
Um detalhe muito bacana dos exames da RAD, é que todos são realizados com pianistas. Isso mesmo, você dança ao som de piano durante os exercícios.
É muito importante que você procure escolas registradas e com professores cadastrados! Veja aqui onde encontrar uma escola próxima a você!
E aí, ficou com vontade de prestar exames da Royal?! Tem mais alguma dúvida a respeito? Deixe um comentário ou mande uma mensagem. Ficarei feliz em conversar com você!
Beijos e até a próxima,
Mariana Prieto
Contos e Histórias: Marianela Núñez
Hoje nossos Contos e Histórias fala de uma bailarina da nossa atualidade: Marianela Núñez. Vem conhecer um pouco mais sobre sua carreia e trajetória no ballet clássico!

Marianela Núñez nasceu no dia 23 de março de 1982, em Buenos Aires, Argentina. Sua mãe a coloca nas aulas de ballet aos três anos de idade e aos seis, ela inicia seus estudos na Teatro Cólon Ballet School e aos quatorze já fazia parte da companhia.
Na companhia do Teatro Cólon, Marianela assumiu papeis no corpo de baile e como solistaem turnês internacionais. Participou também como bailarina convidada, ao lado de Maximiliano Guerra.
Em 1997, Marianela ingressa na Royal Ballet Upper School e logo em seguida, em 1998, entra para a companhia. Em 2000, ela foi promovida a primeira solista e em 2002, como bailarina principal quando tinha 20 anos de idade.
Marianela interpretou diversos papeis, tanto no ballet clássico quanto contemporâneo em obras de artistas como Frederick Ashton, George Balanchine, John Cranko, William Forsythe, Jirí Kylián, Kenneth MacMillan, Wayne McGregor, Ashley Page, Jerome Robbins, Liam Scarlett, Glen Tetley, Will Tuckett, Antony Tudor and Christopher Wheeldon.

Sem dúvidas, Marianela é uma grande artista e prova disso são os ínumeros prêmios conquistados em sua carreira. Em 2005, ela conquistou o prêmio de melhor bailarina no Critics’ Circle National Dance Awards, repetindo o prêmio em 2012 e 2018. Na Argentina, ela ganhou o Konex de Platino por melhor bailarina da década e o María Ruanova Award em 2011. Já na premiação Olivier Award por Realização extraordinária na dança em 2013, em reconhecimento de suas performances em Viscera e nos papeis criados para ela em Aeternum e ‘Diana and Actaeon’ (Metamorphosis: Titian 2012).

Em 2018, sua performance em Giselle, marcou seu vigésimo aniversário na companhia Royal Ballet e o diretor artístico Kevin O’Hare declarou que Marianela é uma das maiores de sua geração.
Além de primeira bailarina da Royal Ballet, Marianela se apresenta no mundo todo como bailarina convidada em companhias como a Vienna State Opera Ballet, American Ballet Theatre, La Scala, Milan, Ballet Estable del Teatro Colón, Ballet Argentino de La Plata e Australian Ballet.
Hoje, Marianela com 38 anos é uma das maiores bailarinas de nosso tempo e continua nos encantando com sua perfeição, paixão e técnica.
Gostou de conhecer mais sobre Marianela?
Beijos e até a próxima!
Contos e Histórias: Rudolf Nureyev
Mais um conto e histórias aqui no blog, e hoje o artista escolhido é o incrível bailarino, Rudolf Nureyev!

Rudolf Nureyev nasceu no dia 17 de março de 1938, na Sibéria, Rússia. Era o mais novo de quatro filhos e veio de uma família humilde. Sua mãe, o levou para assistir certa vez, Song of Cranes no teatro, e ao assitir, Rudolf ficou impressionado com aquela apresentação.
Começa as aulas de ballet na infância, por recomendação da escola, que percebeu o grande talento de Rudolf nas danças folclóricas.
Aos quinze anos, ele começa a treinar profissionalmente em uma escola local e logo prestou audição para o Bolshoi Ballet Academy e também para o Kirov Vaganova Academy. Ele acaba escolhendo pela escola Vaganova. Lá, ele se torna pupilo de Pushkin, mas trazia consigo um temperamento forte, o qual era controlado por seu mestre Pushkin que se tornou uma figura paterna para Rudolf.
Em 1958, depois de sua graduação, se torna solista no Kirov, estreando com Laurentia ao lado de Natalia Dudinskaya.
Depois de se apresentar com o Kirov em Paris, Rudolf em 1961, começa a dançar para o Grand Ballet du Marquis de Cuevas. Neste mesmo ano, ele foi convidado por Margot Fonteyn para dançar em uma gala, porém ele se recusou e optou para dançar um solo feito especialmente para ele, chamado Poème tragique, por Frederick Ashton que ofereceu a ele uma vaga no The Royal Ballet após ficar impressionado com sua apresentação.
Finalmente em 1962, ele dança ao lado de Fonteyn o ballet Giselle, que marcou o início de uma grande amizade entre eles. Ele permaneceu na Royal ate 1970 e se tornou diretor da Paris Opéra Ballet em 1983 onde teve a oportunidade de dar cara nova a companhia, trazendo novos bailarinos e criando coreografias.
Apesar de doente, ele continuou trabalhando até 1992, quando produziu La Bayadère. Foi uma despedida emocionante.
“Para mim, pureza do movimento não é suficiente. Eu precisava de expressão, mais intensidade, mais mente”. (Rudolf Nureyev)
Gostaram?!
Beijos e até a próxima;
Mariana
Fonte: Ballet – The definitive illustrated book
Contos e Histórias: Sylvie Guillem
Olá!
Hoje no nosso Conto e histórias vamos falar um pouco sobre a trajetória da bailarina Sylvie Guillem!

A bailarina francesa, Sylvie Guillem, nasceu no dia 23 de fevereiro de 1965, em Paris. Filha única de um pai mecânico e mãe ginasta, aos 11 anos além de fazer parte do time júnior francês olímpico, foi convidada pela Paris Ópera Ballet para realizar um intercâmbio.
Aos dezesseis anos, ela entra para o corpo de baile da Ópera de Paris que três anos depois entra sob direção artística de Rudolf Nureyev. Em 1987, ela ganha um papel escrito especialmente para ela por William Forsythe em In the Middle, Somewhat Elevated.
Ela era estrela na companhia, mas se sentia frustrada pelo nível de controle sobre ela e decidiu sair depois de cinco anos, quando se junta a The Royal Ballet, em Londres. Nesta épocaela treinava junto aos bailarinos homens e desenvolveu habilidades, inclusive sua marca registrada, sua perna elevada em posição de seis horas.
Buscando mais liberdade na dança, Guillem começa a explorar a dança contemporânea e em 1995 trabalha em Evidentia, um filme de dança contemporânea misturada a um trabalho de filmagem avant-garde.
Já em 2003, ela performa uma versão de Carmen pelo coreógrafo Mats Ek. Em 2003 ela colabora com o coreógrafo renomado de contemporâneo, Russel Maliphant, em Broken Fall, e dois anos depois em Push.
Em 2007, Guillem sai da Royal Ballet e se torna uma artista associada na Sadler Wells Theatre.
Aos 50 anos, Guillem fez sua turnê de despedida, chamada Life in Progress, que terminou no Japão com uma produção de Maurice Béjart, Bolero.
“Eu fiz do jeito que eu queria. Todos esses anos o melhor que eu posso ser.” Sylvie Guillem
fonte – Ballet: The definitive illustrated story
Sylvie é sem dúvidas, uma grande bailarina e intérprete de grandes trabalhos clássicos e contemporâneos.
Gostou do post? Curta e compartilhe!
Beijos,
Mariana Prieto
Contos e Histórias: Agrippina Vaganova
Olá, tudo bem?
Vamos falar um pouquinho sobre a trajetória de Agrippina Vaganova, fundadora do método Vaganova de ballet clássico.

Agrippina Vaganova nasceu em 1879 em São Petesburgo, era filha de um porteiro no Teatro Maryinsky e desde muito nova teve contato com o ballet. Iniciou seus estudos na Escola Imperial de Ballet e em 1897, entra para o corpo de baile do Teatro Maryinsky. Seu talento foi logo reconhecido por Petipa, e ela começa a ser reconhecida por Rainha das Variações. Foi nomeada como primeira bailarina e manteve este título até quase o final de sua carreira artística, sendo que o título de Étoile, foi concedido a ela somente em 1915, um ano antes de sua aposentadoria oficial.

Vaganova deixa os palcos e passa a se dedicar somente ao ensino do ballet clássico e de 1931 a 1937 ela ocupou a posição de Diretora Artística do Kirov Ballet. Em 1934, ela escreveu o livro Bases da Dança Clássica, com impacto considerável.
Durante os anos que Vaganova se dedicou ao ensino, desenvolveu um preciso método de técnica e sistema de instrução. Neste método, ela sintetizou tudo o que aprendeu com seus mestres junto com seus conceitos de possibilidades de movimentos e técnica. Como resultado, temos um brilhante método combinado com amplitude de movimentos e maleabilidade da parte superior do corpo que são a grande marca do trabalho de Vaganova.

Vaganova também usou recursos como a fluidez e expressividade dos braços do método francês, como os saltos e giros do método italiano, planejando seus estudos para desenvolver sua própria técnica. Uma das grandes singularidades em seu trabalho, sem dúvida é o desenvolvimento da força da parte inferior das costas, e um trabalho minucioso para flexibilidade bem como expressividade e braços longilíneos. Um trabalho completo onde o bailarino ao mesmo tempo que encanta por sua graça, encanta por sua força.
Vaganova formou diversas grandes bailarinas, como: Marina Semeonova, Olga Jordan, Natalia Dudinskaya e Irina Kolpakova, cujo refinamento é lembrado até hoje.
Gostou?
Compartilhe para que mais pessoas vejam o trabalho desta incrível bailarina!
Beijos e até mais!
Fontes: VaganovaAcademy.ru ; Escola Bolshoi; Dictionnaire du Ballet Moderne.
Contos e Histórias: Margot Fonteyn
Olá, tudo bem?
Toda terça falaremos sobre alguma curiosidade, fato histórico ou personalidade da dança.
Para darmos início à este projeto, começo com a estrela da Royal Ballet, Margot Fonteyn.

Margot Fonteyn nasceu em 18 de maio de 1919, na Inglaterra e seu nome de batismo é Margaret Evelyn Hookham. Sua mãe, filha de brasileiro, a encorajou a começar seus estudos no Ballet clássico aos quatro anos de idade. Sua infância foi dividida entre a Inglaterra, América e China e depois de trabalhar a dança com Gontcharov e Astafieva, ela se junta à Vic- Wells Ballet, onde aos 16 anos, dança seu primeiro papel principal como Odile/ Odette no Lago dos Cisnes. Em 1946, quando a companhia foi realocada para a Royal Opera House, Margot performou como Aurora, em A Bela Adormecida.
De acordo com o livro Ballet, The Definitive illustrated book, Margot tinha um apelo e uma personalidade que eram perfeitas para o ballet. Era uma bailarina excepcional, se tornou a bailarina favorita inglesa e quando a companhia visitou Nova York, em 1949, ela conquistou os corações dos americanos também e se tornou a primeira bailarina a ser capa da revista TIME.

Aos 42 anos, quando Margot já dava indícios de uma aposentadoria, ela dança com Nureyev, performando Giselle em 1962 e se tornaram a maior parceria no ballet clássico. Com esta parceria, Nureyev estende a carreira de Margot em mais quinze anos.
Margot continuou sua carreira até os 60 anos, muito por conta de seu marido Tito, que havia levado um tiro que o deixou em cadeira de rodas. Assim que se aposentou, foi nomeada como Prima Ballerina Assoluta, a única na The Royal Ballet com este título.

Após sua aposentadoria, Margot se muda para o Panamá, onde viveu seus últimos anos de vida ao lado de seu marido, Tito.
Um dos papéis mais emblemáticos de sua carreira, sem dúvida é Odette/ Odile em Lago dos Cisnes, onde fez par com Nureyev em 1951. O livro Dictionnaire du Ballet mostra como Margot era uma pessoa de extrema elegância, educada, com muita ternura e que foram expressas maravilhamente em papéis em ballets como Nocture, The Wise Virgins, Symphonic Variations e Cinderella.
Margot Fonteyn é uma das maiores estrelas da história do ballet clássico e conforme citado no livro Dictionnaire du Ballet, ela é o coração do classicismo. Ela envolve com sua coordenação os movimentos de cabeça, dos braços e do seu tronco, é uma lição sobre a natureza da arte.
Veja aqui mais algumas fotos sobre a vida desta estrela do ballet clássico:
Gostaram de ver um pouco mais sobre Margot Fonteyn?
Beijos e até a próxima!
Fontes: Dictionnaire du Ballet Moderne (1957) e Ballet, The Definitive illustrated book. (2018)
Como evitar lesões em casa

Tudo bem com vocês?
Acredito que todas as escolas durante este período de quarentena adotaram método de ensino on-line para manter as atividades de seus respectivos alunos. E por experiência própria, vejo quão bem a dança pode fazer aos alunos neste período conturbado. Este momento de pausa, de cuidado e atividade física gera bem-estar e com certeza nos faz esquecer dos problemas.
Segundo artigo científico “Efeito do exercício físico no sitema imune: Resposta, adaptação e sinalização celular “- Publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte por Rodrigo Terra et al, 2012, “O exercício de uma intensidade moderada promove proteção contra infecções causadas por microorganismos intracelulares pois direciona a resposta imune para a predominância de células Th1. (…) Atividades em alta intensidade geram aumento das concentrações de citocinas antinflamatórias, visando a diminuição dos danos no tecido muscular.” Existem diversos outros estudos científicos nesta área, e todos concluem que a atividade física colabora com o fortalecimento do nosso sistema imunológico, trazendo benefícios para saúde e redução de estresse.
Mas nesta situação que vivemos onde o aumento das aulas online e lives é notório, é importante que o professor tenha consciência de quais exercícios poderão ser propostos aos alunos e ter uma atenção redobrada aos movimentos executados e como acompanhar a trajetória do aluno nesta jornada.
O importante aqui é entender mais do que nunca como nosso corpo funciona e estabelecer uma relação de confiança e entendimento com seu professor para que o trabalho seja além de prazeroso, executado de forma adequada e consciente.
Aqui vai algumas dicas para que você mantenha seu ritmo de aprendizado e evite lesões indesejadas:
1 – Mantenha sua rotina de atividades:
Esta para mim é a mais importante. Quando permanecemos em casa, temos uma ligeira tendência à adiar algumas atividades, relaxar um pouco na alimentação e dormir até mais tarde. Tente criar uma rotina que se enquadre com suas necessidades e tente manter o ritmo de suas aulas que eram presenciais.
2- Cuidado com a empolgação:
Vejo centenas de lives todos os dias com diversos tipos de ativividades para todos os níveis: básico, intermédiário ou avançado. Escolha as que você tenha mais afinidade e que sejam com uma intensidade leve a moderada. Lembre-se que vocês está realizando as atividades em casa e por mais experiência que tiver, temos que entender que a atividade será realizada sem a supervisão de um professor ao seu lado, que o piso que realizará a aula não é o mais adequado, etc. Como disse acima, é importante manter sua rotina de exercícios. Não é necessário fazer além ou um treinamento super intensivo.
3- Se concentre nos detalhes e nas explicações do professor:
Uma das coisas que mais falo em sala de aula e agora online, é sobre postura e respiração. A postura adequada nos proporcionará estabilidade, consciência corporal e colabora para evitar lesões ou dores indesejadas. A respiração adequada (pelo diafragma) será importante para executar os exercícios com mais qualidade e não nos sentirmos tão cansados após realizar a atividade. Por isso, preste muita atenção nas correções e explicações do seu professor durante a aula online e se concentre durante a realização da sua aula para que tenha consciência dos movimentos que está realizando e o trabalho ser mais proveitoso!
“O condicionamento cardiorrespiratório possibilita um melhor transporte de oxigênio e um aumento dos níveis de resistência. A alta resistência cardiorrespiratória reduz as fadigas física e mental, que também pode causar lesão.” (Livro: Anatomia da dança, pág. 10, ed. Manole)
4 – Se aqueça SEMPRE antes da aula!
O aquecimento antes da aula é importante para elevar a temperatura do corpo, além de provocar vasodilatação, ou seja, levar mais oxigênio para os músculos. O aquecimento no frio, no entanto, deve ser um pouco mais longo. Provavelmente, seu professor realizará ou passará uma rotina de exercícios pré aula para que você se aqueça e realize sua aula. Caso contrário, realize uma série de exercícios leves e sem impacto antes de começar seu treino.
5- Alongamento somente depois de se aquecer:
Como expliquei acima, o aquecimento leva mais oxigênio aos músculos. Caso você comece suas atividades com um alongamento sem realizar aquecimento antes, o risco de se lesionar e ter uma distenção muscular é alta, uma vez que sua musculatura não está devidamente aquecida para a atividade. O alongamento é de extrema importância na dança, uma vez que amplia o movimento e nos dá maior flexibilidade, porém deve ser executado com muita cautela. Pergunte ao seu professor quais exercícios são os mais indicados para ser realizados em casa e de preferência realize durante seu horário de aula online.
Concluindo, mantenha sua rotina de exercícios, evite realizar movimentos de grande amplitude ou alta complexidade, se concentre nas explicações de seu professor e aproveite muito suas aulas durante esse período para que quando voltar você esteja com seu trabalho corporal em dia, sem lesões e com muito mais ânimo para dançar e evoluir!
Beijos,
Mariana Prieto
Alongamento no Ballet
Olá, tudo bem? Hoje falo aqui no blog sobre um assunto que assusta muitos alunos: o Alongamento!
Acho que o alongamento é uma das minhas partes favoritas da aula de ballet, porque a cada aula percebemos nossa evolução e melhora na flexibilidade. E tudo isso reflete de forma significativa nos exercícios executados!
Mas afinal, quais são os benefícios do alongamento?
1- Melhora da postura, reduzindo dores nos ombros e lombares causadas pela má postura;
2- Aumento da flexibilidade e consequentemente promove a melhora da execução de movimentos amplos;
3- Aumento de fluxo sanguíneo nos músculos, reduzindo assim os riscos de lesões musculares;
4- Relaxamento: aliviando tensões musculares e estresse.
5- Aperfeiçoamento motor: Quanto maior a flexibilidade, maior a facilidade de execução de movimentos que sem alongamento não seriam possíveis de serem realizados.
Conheça um pouco sobre alguns tipos de alongamento:
1- Estático – Este é o alongamento mais comum e é realizado em repouso. Neste caso, em determinada posição, alonga-se o músculo e permanece de 20 a 30 segundos. Mais do que isso, o esforço do alongamento torna-se desnecessário, uma vez que a musculatura se relaxa e prejudica na produção de força rápida.
2- Dinâmico: Neste tipo de alongamento, o aluno alonga por impulso, aumentando a mobilidade das articulações amplitude no movimento. Este tipo de alongamento deve ser feito depois de um período inicial de aquecimento.
3- Passivo: O alongamento é realizado por meio de uma força externa. São usadas faixas elásticas, bola suíça ou algum tipo de aparelho. O controle deste alongamento vem da ação externa, por isso é muito importante saber o limite do seu corpo para realizar esse tipo de alongamento.
4- Facilitação neuromuscular proprioceptiva: O nome é um pouco complicado, mas neste tipo de alongamento é realizada uma combinação de atividades para melhora do desempenho muscular. Neste caso, o aluno realiza um exercício de alongamento passivo por aproximadamente 30 segundos e depois, o aluno realiza uma força contrária ao do praticante em seu ângulo inicial. Lembrando que este tipo de exercício deve ser feito sob supervisão de um profissional da área.
O alongamento é sem dúvida, essencial para os bailarinos. Ele vai trabalhar a flexibilidade e força muscular. Porém, é importante frisar que o aluno deve sempre respeitar seus próprios limites e ser realizado de forma gradativa, para evitar lesões e dores desnecessárias.
Como fazer?
É muito importante se aquecer antes de começar o alongamento, use roupas confortáveis e que permitam amplitude de movimento e pense muito em sua respiração! A respiração e a palavra-chave para um bom alongamento. Quando respiramos profundamente, aumenta-se o relaxamento muscular. Sempre digo para os alunos durante a prática para alinhar a respiração com o movimento executado, pensando sempre na respiração diafragmática. Respirar de forma correta reduz a tensão nos músculos respiratórios e promove sensação de relaxamento.
Eu gosto muito da prática de alongamento estático, e começo sempre alongando músculos superiores e vou descendo trabalhando cada parte com exercícios de alongamento específico.
Atente-se sempre ao seu limite! Forçar sua musculatura só vai gerar dores e possíveis lesões!
A prática do alongamento para ser efetiva, deve ser frequente! Realizar estes exercícios durante todas as aulas, te ajudará a manter sua flexibilidade e força. Você também pode tentar inserir algumas práticas simples de alongamento à sua rotina. Pode melhorar sua postura, relaxar sua musculatura prevenindo dores.
Aqui abaixo você pode conferir um video bem legal com alguns exercícios de alongamento aptos para bailarinos:
Agora me fala, você gosta de fazer alongamento?
Quer ver algum conteúdo aqui no blog? Me mana mensagem e me deixa sua sugestão!
Beijos,
Mariana Prieto
fonte:
Área de treino / Minha vida
Os benefícios do Ballet infantil
Olá, tudo bem? No post de hoje, falo sobre como o ballet traz benefícios para a criança!
O ballet é uma atividade extremamente positiva e pode trazer inúmeros benefícios para a criança. Beneficia, inclusive, no desenvolvimento das habilidades cognitivas e sensoriais por ser uma atividade considerada completa para o ensino infantil.
A importância do desenvolvimento psicomotor:
O desenvolvimento psicomotor é muito importante nos primeiros anos de vida da criança, para que possam adquirir domínio na elaboração dos movimentos pessoais e melhora na percepção de tudo que está a sua volta.
Dentro da sala de aula, o professor de ballet infantil deve ser capaz de auxiliar a criança no desenvolvimento psicomotor, realizando atividades lúdicas que melhorem sua percepção corporal, coordenação motora, lateralidade e noção espacial. Atividades estas, que se estimuladas de maneira correta, fornecerão habilidades adequadas tanto para o cotidiano da criança quanto para o ambiente escolar ou extra curricular.
O professor também deve saber lidar com as emoções da criança nesta fase de descoberta motora, e identificar os melhores recursos a serem utilizados em sala de aula. Vale usar atividades cênicas, musicais e recursos sensoriais.
Veja abaixo alguns dos benefícios que o ballet pode trazer para a criança:
1 – Melhora da coordenação motora global e fina:
Desenvolve a habilidade na criança de controlar a musculatura voltada para a execução de atividades complexas, como: andar, correr, saltar, dançar. Desenvolve também a capacidade de dominar e a trabalhar corretamente os músculos da mão.
2 – Lateralidade:
Com exercícios adequados, a criança é estimulada à conscientização dos hemisférios do corpo. Atividades que trabalham o controle dos pés, saltos, trilhas são ótimas referências para trabalhar a lateralidade e a organização espacial.
3 – Organização espaço – temporal:
Durante a aula, a criança é estimulada de diversas maneiras, seja com objetos, atividades lúdicas e música! Neste caso, a criança aprende a se situar e a se orientar perante objetos, pessoas e à si mesmo dentro da sala de aula. Ela aprende a se organizar dentro de ritmo.
4 -Disciplina e concentração:
O ballet é uma atividade que requer muita disciplina e concentração para a realização dos exercícios. Assim, durante a aula, a criança aprende a trabalhar estas habilidades de forma orgânica, com atividades e brincadeiras que as estimulem a pensar em como executá-las.
5- Trabalho em equipe:
Dentro de sala de aula, o professor de ballet infantil realiza práticas que socializem todos os alunos de maneira igual. Aprendem a dividir os objetos utilizados durante as atividades, a prestar atenção no colega enquanto o outro faz um exercício e etc.
6- Musicalidade:
Ballet não existe sem música. A criança aprende desde cedo e de forma muito divertida a compreender a diferença entre ritmos, como dançar conforme a contagem da música e claro, estimula a expressão.
São muitos os benefícios para o ballet pode trazer para as crianças!
Espero que tenha gostado!
Beijos,
Mariana Prieto
fontes>
Quando iniciar e como escolher uma boa sapatilha de ponta
Olá, tudo bem?
Escolhi este tema para dar início ao blog depois de pensar muito no que poderia escrever aqui. Uma das coisas que mais escuto das minhas alunas que estão chegando na idade de usá-las é: “Prô, quando eu vou poder usar ponta?”. Ou dos meus alunos adultos que sempre têm dúvidas em como escolher uma boa sapatilha, que se adapte bem e que tenha uma boa performance.
Pois bem, vamos então falar um pouco sobre as temidas, adoradas e tão sonhadas sapatilhas de ponta?! (cuidado que lá vem textão)
Alguns registros históricos, apontam que a sapatilha de ponta começou a ser usada de fato por Marie Taglioni, bailarina italiana, que uso a sapatilha em apresentações completas. Existem relatos de uso anterior à ela, porém aparições breves. A sapatilha de ponta surge com a ideia de mostrar mais leveza e imagem mais alongada.

Quando começar o trabalho nas pontas?
Quando uma menina ingressa ao ballet, um dos maiores sonhos é usar a ponta e a ansiedade para que este dia chegue é enorme! Todavia, uma coisa que friso muito no ballet é: Paciência. Cada estágio que vivenciamos nos estudos do ballet clássico, deve ser vivido de maneira plena e consciente.
Como professora, recomendo o início do uso de sapatilha de ponta depois dos 12 anos e com estudo mínimo de três anos, a menos que a aluna tenha formação óssea estabelecida para tal, consciência motora e técnica clássica.
O profissional da dança deve ter uma responsabilidade muito grande nesse momento e analisar detalhadamente o perfil do aluno antes do início dos trabalhos nas pontas, alinhando a idade com a técnica pré-estabelecida. A criança, por estar em desenvolvimento ósseo corre riscos de lesões caso não seja trabalhada corretamente. Por isso friso muito na questão da responsabilidade do profissional.
A aluna possui os pré-requisitos para o início dos trabalhos?
A etapa seguinte é a escolha da sapatilha. Eu recomendo sempre o uso de sapatilhas macias. Meus últimos anos de aperfeiçoamento foram com a Royal Academy of Dance e neste método, usamos a sapatilha soft (ou pré-ponta). Não é uma sapatilha que você pode usar no centro e executar sequências na ponta, ela é extremamente macia e portanto é usada na preparação e fortalecimento dos pés e tornozelos para que posteriormente seja iniciado o uso das prontas efetivamente. Eu gosto muito deste modelo da Royal porquê se alinha perfeitamente com minha visão profissional sobre o assunto: A aluna deve vivenciar plenamente e com consciência cada etapa técnica em sua vivência com o ballet. Na Só Dança, por exemplo, podemos encontrar o modelo Prima (pré ponta), modelo Grisi (para estudantes) e a partner estudanteeeee, da Capezio:

Prima- Só Dança. Pré ponta. A aluna não pode subir na ponta, porque esta sapatilha não possui estrutura suficiente para sustentação do corpo. 
Partner Estudante- Capezio 
Grisi- Só Dança
Conforme a bailarina desenvolve suas habilidades, o professor será capaz de auxiliar na escolha da próxima sapatilha, com um pouco mais de dureza. Até que, por fim a bailarina atinja sua maturidade corporal e esteja apta à usar sapatilhas profissionais e de alta performance.
Início das pontas no ballet adulto, como proceder?
Quando um aluno começa o ballet na fase adulta, tudo pode parecer muito complicado, difícil e exaustivo. Mas nada é impossível e com o auxílio do professor, o aluno pode obter excelentes resultados.
Diferente de uma criança, o adulto já tem mais consciência corporal e a estrutura óssea e muscular já está completa. Nestes casos, podemos passar a parte da pré-ponta e dar início ao uso de pontas mais macias e de acordo com o formato do pé. Costumo iniciar o trabalho com as pontas em alunos adultos após dois anos de prática com o ballet clássico.

Pé Grego: Possui o segundo dedo maior que os demais. O melhor formato para este pé é o ligeiramente afilado, não pode ser muito estreito nem largo o box. Ele deve ter uma forma que se adapte aos dedos mas que alivie também a pressão do dedo médio, que é maior que o restante. Modelos de sapatilha para pé grego:

SD 40 – SÓ DANÇA 
SANSHA LYRICA 
NIKIYA – SÓ DANÇA
Pé egípcio: O dedão é maior que os demais dedos. Modelo ideal: Afilado , cônico. Este modelo exerce pressão no dedão do pé, assim distribuindo o peso para os menores. Modelos de sapatilha para pé egípcio:

Grishko Nova 
Grand Pas – Só Dança 
Gayor Minden Sleek
Pé quadrado: Os dedos são do mesmo tamanho. Um box quadrado neste caso, auxilia a distribuição do peso entre todos os dedos. Modelos para pés quadrados:

Grand Pas – Só dança – pode ser usado em pés quadrados 
Bloch – Eurostetch 
Anne – Só Dança
Meu pé é egípcio e pra mim não há melhor sapatilha que a Gaynor. Funciona perfeitamente para o meu pé.
Qual é a sua sapatilha?
Beijos, Prô Mariana Prieto
Fontes: Site Só dança e Dance Spirit.
































