Contos e histórias: Sonho de uma noite de verão

Olá!

Vamos falar um pouco hoje sobre este ballet aqui no blog!

Midsummer night’s dream- Tony Spielberg

Sonho de uma noite de verão é uma história escrita por Willian Shakespeare, em meados de 1590.

George Balanchine coreografou sua versão de Sonho de uma noite de verão em 1962, é composto por dois atos e música composta por Felix Mendelssohn com adição das seguintes composições extras: Overture to Athalie, Opus 74; Overture to The Fair Melusine, Opus 32; excerpts from The First Walpurgis Night, Opus 60; Symphony No. 9 for Strings; Overture to Son and Stranger, Opus 89.

Já a versão de Federick Ashton possui um ato e foi lançada em 1964.

Esta história é muito conhecida como “Dream” por conta da fantasia que é envolta nos acontecimentos da peça. É um ballet que sempre foi associado ao amor e magia.

De acordo com o folclore europeu, a noite em que se passa a peça é uma noite mágica, onde fadas e outros seres sobrenaturais podem interagir com o mundo real. É uma data próxima ao solstício de verão, que era a época em que se faziam rituais dedicados ao amor.

O primeiro ato se passa em uma floresta, onde Oberon e Titania, rei e rainha das fadas, conversam sobre a criança que eles desejam. Oberon ordena a Puck que traga a flor perfurada pela flecha de Cupido (o que faz com que qualquer pessoa sob sua influência se apaixone pela primeira pessoa que os olhos virem) e, enquanto Titânia está dormindo e sem saber, ele lança o feitiço da flor sobre ela.

Neste momento, Helena, que estava caminhando pela floresta, conhece Demétrio, a quem ela se apaixona, mas ele não a ama. Demétrio a rejeita e segue seu caminho. Oberon percebendo esse fato, diz a Puck usar a flor em Demetrius para que ele possa retribuir o afeto de Helena.

Balanchine utiliza muitos pas de deux para retratar as situações. Abraços súplicas perturbadas e resistência a atenção indesejada. Oberon e Titania não dançam juntos mas sempre performam solos onde celebram sua admiração.

Midsummer Night’s dream – The Royal Ballet – foto Johan Persson

Hermia e Lysander, um casal muito apaixonado, também estão pela floresta. Eles se separam por um momento e Puck, ansioso para cumprir as ordens de Oberon, unge Lysander por engano. Helena aparece, e Lysander, sob o feitiço da flor, imediatamente e para seu espanto diz a ela o quanto a ama. Hermia agora retorna e fica surpresa e desanimada ao ver a situação. Puck consegue trazer Demetrius, também, sob o feitiço da flor, para o deleite de Helena, que não se importa com Lysander.

Demetrius e Lysander, agora ambos apaixonados por Helena, começam a brigar por ela. Puck, por ordem de Oberon, separou Bottom, um tecelão, de seus companheiros e transformou sua cabeça na de um burro e o colocou aos pés da adormecida Titânia. Ao acordar,Titânia vê Bottom, acha-o justo e dá-lhe atenção e amor. Finalmente Oberon, com sua raiva acabada, manda Bottom embora e libera Titânia de seu feitiço.

A Midsummer Night’s Dream – Royal New Zealand Ballet. Photo credit: Stephen A’Court. COPYRIGHT ©Stephen A’Court

Hermia ficou sozinha e Helena com muita atenção voltada para ela. Os rapazes, completamente em desacordo, discutem e lutam. Puck, com sua magia, faz com que eles se separem, se percam e vaguem separados na floresta até que, exaustos, eles caiam no sono. Puck fez com queHelena adormecesse ao lado de Demetrius e Lysander (seu feitiço removido) por Hermia.

NYC Ballet – foto: Paul Kolnik

O Segundo Ato abre no palácio do duque com desfiles, danças e divertissements em homenagem aos casais recém-casados. Quando as celebrações terminam e os mortais se retiram, retorna-se aos domínios de Oberon e Titânia, que agora estão reunidos e em paz. E, finalmente, Puck, tendo colocado ordem na desordem, varre os restos das ações da noite. Os vaga-lumes cintilam à noite e reivindicam a floresta.

Balanchine no segundo ato focou da dança formal e nos divertissements, e finaliza com um climax onde o pas de peux representa o amor ideal.

Midsummer Night’s dream – Versão de Balanchine pela NYC Ballet

Gostou de conhecer mais sobre este ballet?

Até a próxima,

Mariana Prieto

Contos e Histórias: Anna Pavlova

Anna Pavlova é a bailarina a qual falaremos hoje!

Anna Pavlova em A Morte do Cisne

Anna Pavlova nasceu no dia 31 de janeiro de 1881, subúrbio de Ligovo, São Petersburgo, Rússia e foi criada por sua mãe, Lyubov Feodorovna.

Aos dez anos de idade, Pavlova foi aceita na Imperial Ballet School e se formou em 1899 na Imperial Ballet Company. Sete anos mais tarde, ela foi promovida a primeira bailarina. No período de 1908 e 1909, ela participou de pequenas turnês com Adolph Bolm, passando por lugares como Praga, Berlim e Viena.

Em 1907, Michel Fokine, cria para Anna Pavlova o que seria seu maior papel em sua carreira como bailarina: A morte do Cisne. Este solo, foi produzido com música de Camile Saint Saens, possui menos de quatro minutos de duração e se tornou a marca registrada de Anna Pavlova.

Variação de A morte do Cisne

Já em 1909, Anna Pavlova ingressa a primeira temporada da Sergei Diaghilev Ballet Russes em Paris. Lá ela performou ballets como Les Sylphides, Cleóprata e Le Pavillon D’Armida, criado por Michel Fokine. Logo após, em sua passagem por Londres, com seu partner Mikhail Mordkin, dançou na casa do Rei e Rainha da Inglaterra e nesta época passou a ser conhecida como a Taglioni Moderna.

Anna Pavlova estreia nos Estados Unidos em 1910, em Nova York, logo após com performance em Londres, no Palace Theatre.

Anna Pavlova formou sua própria companhia, a Pavlova Company, que era comandada por Victor Dandré.

Em sua passagem pela Alemanha, em 1914, guerra foi declarada contra a Rússia, e ela como cidadã russa foi imediatamente presa. Após ser liberta, levou sua companhia para Londres e posteriormente pela América do Norte.

Em 1916, ela participa do filme chamado The Dumb Girl of Portici e no ano seguinte, ela e sua companhia participaram com uma pequena versão de A bela adormecida no filme The Big Show.

Em 1917 e 1918, sua companhia realizou uma turnê pela América Latina e nesta viagem que Anna desenvolveu sua paixão pelas danças tradicionais. E nos próximos dez anos de sua vida, se dedicou a aprender sobre a dança de cada país que visitou.

Anna Pavlova se tornou uma celebridade na época por viajar com sua companhia por pelo menos 500,000 milhas e se apresentando para milhões de pessoas. Além de grande bailarina foi uma grande empresária e criou uma imagem muito popular na época, criando laços de amizades inclusive com Charles Chaplin.

Anna treinou com o renomado mestre Enrico Cecchetti o qual seu método ainda é ensinado nos dias de hoje.

Sua companhia prestou homenagens aos repertórios da Imperial Theater, e performou The fairy Doll, Don Quixote e Raymonda, bem como alguns divertissiments e realizou turnês até 1930. Sua última apresentação foi no dia 13 de dezembro de 1930, no Hipperdrome em Londres.

Em 1931, Anna Pavlova faleceu devido à complicações de uma pneumonia.

Anna é certamente um dos grandes nomes do ballet clássico e merece ser sempre reverenciada!

Beijos e até a próxima!

Mariana

Contos e Histórias: Marianela Núñez

Hoje nossos Contos e Histórias fala de uma bailarina da nossa atualidade: Marianela Núñez. Vem conhecer um pouco mais sobre sua carreia e trajetória no ballet clássico!

Marianela Núñez nasceu no dia 23 de março de 1982, em Buenos Aires, Argentina. Sua mãe a coloca nas aulas de ballet aos três anos de idade e aos seis, ela inicia seus estudos na Teatro Cólon Ballet School e aos quatorze já fazia parte da companhia.

Na companhia do Teatro Cólon, Marianela assumiu papeis no corpo de baile e como solistaem turnês internacionais. Participou também como bailarina convidada, ao lado de Maximiliano Guerra.

Em 1997, Marianela ingressa na Royal Ballet Upper School e logo em seguida, em 1998, entra para a companhia. Em 2000, ela foi promovida a primeira solista e em 2002, como bailarina principal quando tinha 20 anos de idade.

Marianela interpretou diversos papeis, tanto no ballet clássico quanto contemporâneo em obras de artistas como Frederick Ashton, George Balanchine, John Cranko, William Forsythe, Jirí Kylián, Kenneth MacMillan, Wayne McGregor, Ashley Page, Jerome Robbins, Liam Scarlett, Glen Tetley, Will Tuckett, Antony Tudor and Christopher Wheeldon.

Marianela Núñez em Giselle- Reprodução Google

Sem dúvidas, Marianela é uma grande artista e prova disso são os ínumeros prêmios conquistados em sua carreira. Em 2005, ela conquistou o prêmio de melhor bailarina no Critics’ Circle National Dance Awards, repetindo o prêmio em 2012 e 2018. Na Argentina, ela ganhou o Konex de Platino por melhor bailarina da década e o María Ruanova Award em 2011. Já na premiação Olivier Award por Realização extraordinária na dança em 2013, em reconhecimento de suas performances em  Viscera e nos papeis criados para ela em Aeternum e ‘Diana and Actaeon’ (Metamorphosis: Titian 2012).

Marianela em Aeternum- Reprodução Google

Em 2018, sua performance em Giselle, marcou seu vigésimo aniversário na companhia Royal Ballet e o diretor artístico Kevin O’Hare declarou que Marianela é uma das maiores de sua geração.

Além de primeira bailarina da Royal Ballet, Marianela se apresenta no mundo todo como bailarina convidada em companhias como a Vienna State Opera Ballet, American Ballet Theatre, La Scala, Milan, Ballet Estable del Teatro Colón, Ballet Argentino de La Plata e Australian Ballet.

Hoje, Marianela com 38 anos é uma das maiores bailarinas de nosso tempo e continua nos encantando com sua perfeição, paixão e técnica.

Só assistam esse video! Maravilhosa performance em Jewels, ao lado de Thiago Soares.

Gostou de conhecer mais sobre Marianela?

Beijos e até a próxima!

Contos e Histórias: Rudolf Nureyev

Mais um conto e histórias aqui no blog, e hoje o artista escolhido é o incrível bailarino, Rudolf Nureyev!

Rudolf Nureyev – Reprodução Google

Rudolf Nureyev nasceu no dia 17 de março de 1938, na Sibéria, Rússia. Era o mais novo de quatro filhos e veio de uma família humilde. Sua mãe, o levou para assistir certa vez, Song of Cranes no teatro, e ao assitir, Rudolf ficou impressionado com aquela apresentação.

Começa as aulas de ballet na infância, por recomendação da escola, que percebeu o grande talento de Rudolf nas danças folclóricas.

Aos quinze anos, ele começa a treinar profissionalmente em uma escola local e logo prestou audição para o Bolshoi Ballet Academy e também para o Kirov Vaganova Academy. Ele acaba escolhendo pela escola Vaganova. Lá, ele se torna pupilo de Pushkin, mas trazia consigo um temperamento forte, o qual era controlado por seu mestre Pushkin que se tornou uma figura paterna para Rudolf.

Em 1958, depois de sua graduação, se torna solista no Kirov, estreando com Laurentia ao lado de Natalia Dudinskaya.

Laurentia

Depois de se apresentar com o Kirov em Paris, Rudolf em 1961, começa a dançar para o Grand Ballet du Marquis de Cuevas. Neste mesmo ano, ele foi convidado por Margot Fonteyn para dançar em uma gala, porém ele se recusou e optou para dançar um solo feito especialmente para ele, chamado Poème tragique, por Frederick Ashton que ofereceu a ele uma vaga no The Royal Ballet após ficar impressionado com sua apresentação.

Finalmente em 1962, ele dança ao lado de Fonteyn o ballet Giselle, que marcou o início de uma grande amizade entre eles. Ele permaneceu na Royal ate 1970 e se tornou diretor da Paris Opéra Ballet em 1983 onde teve a oportunidade de dar cara nova a companhia, trazendo novos bailarinos e criando coreografias.

Nureyev e Fonteyn em Giselle

Apesar de doente, ele continuou trabalhando até 1992, quando produziu La Bayadère. Foi uma despedida emocionante.

Filme Biográfico de Rudolf Nureyev lançado pela HBO

“Para mim, pureza do movimento não é suficiente. Eu precisava de expressão, mais intensidade, mais mente”. (Rudolf Nureyev)

Gostaram?!

Beijos e até a próxima;

Mariana

Fonte: Ballet – The definitive illustrated book

Contos e Histórias: Agrippina Vaganova

Olá, tudo bem?

Vamos falar um pouquinho sobre a trajetória de Agrippina Vaganova, fundadora do método Vaganova de ballet clássico.

Agrippina Vaganova nasceu em 1879 em São Petesburgo, era filha de um porteiro no Teatro Maryinsky e desde muito nova teve contato com o ballet. Iniciou seus estudos na Escola Imperial de Ballet e em 1897, entra para o corpo de baile do Teatro Maryinsky. Seu talento foi logo reconhecido por Petipa, e ela começa a ser reconhecida por Rainha das Variações. Foi nomeada como primeira bailarina e manteve este título até quase o final de sua carreira artística, sendo que o título de Étoile, foi concedido a ela somente em 1915, um ano antes de sua aposentadoria oficial.

Vaganova deixa os palcos e passa a se dedicar somente ao ensino do ballet clássico e de 1931 a 1937 ela ocupou a posição de Diretora Artística do Kirov Ballet. Em 1934, ela escreveu o livro Bases da Dança Clássica, com impacto considerável.

Durante os anos que Vaganova se dedicou ao ensino, desenvolveu um preciso método de técnica e sistema de instrução. Neste método, ela sintetizou tudo o que aprendeu com seus mestres junto com seus conceitos de possibilidades de movimentos e técnica. Como resultado, temos um brilhante método combinado com amplitude de movimentos e maleabilidade da parte superior do corpo que são a grande marca do trabalho de Vaganova.

Vaganova também usou recursos como a fluidez e expressividade dos braços do método francês, como os saltos e giros do método italiano, planejando seus estudos para desenvolver sua própria técnica. Uma das grandes singularidades em seu trabalho, sem dúvida é o desenvolvimento da força da parte inferior das costas, e um trabalho minucioso para flexibilidade bem como expressividade e braços longilíneos. Um trabalho completo onde o bailarino ao mesmo tempo que encanta por sua graça, encanta por sua força.

Vaganova formou diversas grandes bailarinas, como: Marina Semeonova, Olga Jordan, Natalia Dudinskaya e Irina Kolpakova, cujo refinamento é lembrado até hoje.

Gostou?

Compartilhe para que mais pessoas vejam o trabalho desta incrível bailarina!

Beijos e até mais!

Fontes: VaganovaAcademy.ru ; Escola Bolshoi; Dictionnaire du Ballet Moderne.

Como realizar exames da RAD (Royal Academy of Dance)

Olá!

“A Royal Academy of Dance é uma das mais influentes organizações de educação de dança e treinamento do mundo, com sede em Londres. A patrona é Rainha Elizabeth II e a presidente é a Dama Darcey Bussel.” A RAD inicia seus trabalhos em 1920, como Associação de professores de dança operática na Grã-Bretanha. Com Adeline Geneé escolhida como primeira presidente, a associação lança seus primeiro syllabus no mesmo ano e seus primeiros exames em 1921. – (fonte: RAD website)

Alunos prontos para Dança Caráter – fonte Site Royal Academy of Dance- reprodução

Sempre estudei sobre metodologias de ballet clássico, e a RAD sempre foi minha favorita para ensino e treinamento. A escola inglesa foca na mecânica do movimento e como cada parte do corpo pode ser sua aliada na hora de executar um passo de dança. Os braços são ponto forte desta metodologia, e que se trabalhados de forma correta garantem equilíbrio, sustentação e melhora na qualidade de giros e saltos.

Eu, depois que passei por alguns exames da Royal, percebi a melhora na minha qualidade técnica e aprendi a usar melhor meu corpo durante os movimentos. A experiência de fazer um exame da Royal é única e inesquecível, pois existe uma preparação longa e com muito cuidado, para que sejam avaliadas não somente qualidade da dança, mas também músicalidade, expressão e etc.

Mas como posso me inscrever e estudar para exame da RAD?

Primeiramente, entre no site da RAD e verifique uma escola registrada que seja próxima a você. Feito isso, entre em contato com a escola para saber quando será o próximo exame (a RAD costuma oferecer duas datas no ano, uma no primeiro e outra no segundo semestre).

Agora chegou o momento de verificar qual seu nível técnico! Converse com sua professora, assista à videos e alinhe seus objetivos para o exame. Você bailarina adulta também pode fazer! A RAD não delimita idade máxima para os grades, somente idade mínima.

Os exames são separados nos seguintes níveis:

1- Dance to your own time: Indicado para crianças de 2 1/2 a 5 anos – Que na verdade, são aulas demonstrativas e não exames. As crianças dançam em seu próprio ritmo onde o professor conduz a aula e os pais podem assistir.

Royal Academy of Dance- reprodução

2- Graded Syllabus (pre primary, primary in dance e grades 1 até 8) – Para o pre primary e primary in dance, as crianças devem ter idade superior a 5 anos. Neste caso, já possui avaliação com exercícios lúdicos (são lindos) e que trabalham além das técnicas de dança, habilidade sociais e motoras. Já nos grades 1 a 5, a idade mínima é 7 anos enquanto do 6 ao 8, a idade mínima é 11. Os grades 6,7 e 8 são lindos, todos coreografados do início ao fim. Uma coisa muito legal nos exames da RAD, é a oportunidade que a bailarina ou bailarino tem de aprender sobre dança caráter (russa, húngara, polonesa) também.

3- Vocational Graded Syllabus (Intermediate Foundation, Intermediate, Advanced Foundation, Advanced 1, Advanced 2, Solo Seal) – Para alunos com idade superior a 12 anos ,sendo: 12 anos para Intermediate, 13 anos para advanced foundation, 14 anos para advanced, 15 anos para advanced 2 e solo seal. Os níveis Intermediate foundation e Advanced foundation são opcionais, mas para se fazer o Advanced 2, por exemplo, é necessário ter passado pelo Advanced 1. O exame Solo Seal é somente para bailarinos que passaram com distinction no nível advanced 2. As sequências destes módulos são mais complexas e bem coreografadas.

Royal Academy of Dance- reprodução

As notas funcionam da seguinte maneira: Pass ( que é 40% a 54% da notal total), Merit (55% a 74% da notal total) e Distinction (75% a 100%). Nos grades, a partir de Merit você ganha uma linda medalha.

Os exames são sempre realizados em inglês e o examinador ou examinadora não será da sua nacionalidade. Eu, por exemplo, nos meus últimos exames realizei com uma Canadense e posteriormente com um professor Britânico.

Um detalhe muito bacana dos exames da RAD, é que todos são realizados com pianistas. Isso mesmo, você dança ao som de piano durante os exercícios.

É muito importante que você procure escolas registradas e com professores cadastrados! Veja aqui onde encontrar uma escola próxima a você!

E aí, ficou com vontade de prestar exames da Royal?! Tem mais alguma dúvida a respeito? Deixe um comentário ou mande uma mensagem. Ficarei feliz em conversar com você!

Beijos e até a próxima,

Mariana Prieto

Alongamento no Ballet

Olá, tudo bem? Hoje falo aqui no blog sobre um assunto que assusta muitos alunos: o Alongamento!

Acho que o alongamento é uma das minhas partes favoritas da aula de ballet, porque a cada aula percebemos nossa evolução e melhora na flexibilidade. E tudo isso reflete de forma significativa nos exercícios executados!

Mas afinal, quais são os benefícios do alongamento?

1- Melhora da postura, reduzindo dores nos ombros e lombares causadas pela má postura;

2- Aumento da flexibilidade e consequentemente promove a melhora da execução de movimentos amplos;

3- Aumento de fluxo sanguíneo nos músculos, reduzindo assim os riscos de lesões musculares;

4- Relaxamento: aliviando tensões musculares e estresse.

5- Aperfeiçoamento motor: Quanto maior a flexibilidade, maior a facilidade de execução de movimentos que sem alongamento não seriam possíveis de serem realizados.

Conheça um pouco sobre alguns tipos de alongamento:

1- Estático – Este é o alongamento mais comum e é realizado em repouso. Neste caso, em determinada posição, alonga-se o músculo e permanece de 20 a 30 segundos. Mais do que isso, o esforço do alongamento torna-se desnecessário, uma vez que a musculatura se relaxa e prejudica na produção de força rápida.

2- Dinâmico: Neste tipo de alongamento, o aluno alonga por impulso, aumentando a mobilidade das articulações amplitude no movimento. Este tipo de alongamento deve ser feito depois de um período inicial de aquecimento.

3- Passivo: O alongamento é realizado por meio de uma força externa. São usadas faixas elásticas, bola suíça ou algum tipo de aparelho. O controle deste alongamento vem da ação externa, por isso é muito importante saber o limite do seu corpo para realizar esse tipo de alongamento.

4- Facilitação neuromuscular proprioceptiva: O nome é um pouco complicado, mas neste tipo de alongamento é realizada uma combinação de atividades para melhora do desempenho muscular. Neste caso, o aluno realiza um exercício de alongamento passivo por aproximadamente 30 segundos e depois, o aluno realiza uma força contrária ao do praticante em seu ângulo inicial. Lembrando que este tipo de exercício deve ser feito sob supervisão de um profissional da área.

O alongamento é sem dúvida, essencial para os bailarinos. Ele vai trabalhar a flexibilidade e força muscular. Porém, é importante frisar que o aluno deve sempre respeitar seus próprios limites e ser realizado de forma gradativa, para evitar lesões e dores desnecessárias.

Como fazer?

É muito importante se aquecer antes de começar o alongamento, use roupas confortáveis e que permitam amplitude de movimento e pense muito em sua respiração! A respiração e a palavra-chave para um bom alongamento. Quando respiramos profundamente, aumenta-se o relaxamento muscular. Sempre digo para os alunos durante a prática para alinhar a respiração com o movimento executado, pensando sempre na respiração diafragmática. Respirar de forma correta reduz a tensão nos músculos respiratórios e promove sensação de relaxamento.

Eu gosto muito da prática de alongamento estático, e começo sempre alongando músculos superiores e vou descendo trabalhando cada parte com exercícios de alongamento específico.

Atente-se sempre ao seu limite! Forçar sua musculatura só vai gerar dores e possíveis lesões!

A prática do alongamento para ser efetiva, deve ser frequente! Realizar estes exercícios durante todas as aulas, te ajudará a manter sua flexibilidade e força. Você também pode tentar inserir algumas práticas simples de alongamento à sua rotina. Pode melhorar sua postura, relaxar sua musculatura prevenindo dores.

Aqui abaixo você pode conferir um video bem legal com alguns exercícios de alongamento aptos para bailarinos:

Este video tem exercícios bem bacanas, dos mais simples aos mais avançados!

Agora me fala, você gosta de fazer alongamento?

Quer ver algum conteúdo aqui no blog? Me mana mensagem e me deixa sua sugestão!

Beijos,

Mariana Prieto

fonte:
Área de treino / Minha vida

Os benefícios do Ballet infantil

Olá, tudo bem? No post de hoje, falo sobre como o ballet traz benefícios para a criança!

O ballet é uma atividade extremamente positiva e pode trazer inúmeros benefícios para a criança. Beneficia, inclusive, no desenvolvimento das habilidades cognitivas e sensoriais por ser uma atividade considerada completa para o ensino infantil.

A importância do desenvolvimento psicomotor:

O desenvolvimento psicomotor é muito importante nos primeiros anos de vida da criança, para que possam adquirir domínio na elaboração dos movimentos pessoais e melhora na percepção de tudo que está a sua volta.

Dentro da sala de aula, o professor de ballet infantil deve ser capaz de auxiliar a criança no desenvolvimento psicomotor, realizando atividades lúdicas que melhorem sua percepção corporal, coordenação motora, lateralidade e noção espacial. Atividades estas, que se estimuladas de maneira correta, fornecerão habilidades adequadas tanto para o cotidiano da criança quanto para o ambiente escolar ou extra curricular.

O professor também deve saber lidar com as emoções da criança nesta fase de descoberta motora, e identificar os melhores recursos a serem utilizados em sala de aula. Vale usar atividades cênicas, musicais e recursos sensoriais.

Veja abaixo alguns dos benefícios que o ballet pode trazer para a criança:

1 – Melhora da coordenação motora global e fina:

Desenvolve a habilidade na criança de controlar a musculatura voltada para a execução de atividades complexas, como: andar, correr, saltar, dançar. Desenvolve também a capacidade de dominar e a trabalhar corretamente os músculos da mão.

2 – Lateralidade:

Com exercícios adequados, a criança é estimulada à conscientização dos hemisférios do corpo. Atividades que trabalham o controle dos pés, saltos, trilhas são ótimas referências para trabalhar a lateralidade e a organização espacial.

3 – Organização espaço – temporal:

Durante a aula, a criança é estimulada de diversas maneiras, seja com objetos, atividades lúdicas e música! Neste caso, a criança aprende a se situar e a se orientar perante objetos, pessoas e à si mesmo dentro da sala de aula. Ela aprende a se organizar dentro de ritmo.

4 -Disciplina e concentração:

O ballet é uma atividade que requer muita disciplina e concentração para a realização dos exercícios. Assim, durante a aula, a criança aprende a trabalhar estas habilidades de forma orgânica, com atividades e brincadeiras que as estimulem a pensar em como executá-las.

5- Trabalho em equipe:

Dentro de sala de aula, o professor de ballet infantil realiza práticas que socializem todos os alunos de maneira igual. Aprendem a dividir os objetos utilizados durante as atividades, a prestar atenção no colega enquanto o outro faz um exercício e etc.

6- Musicalidade:

Ballet não existe sem música. A criança aprende desde cedo e de forma muito divertida a compreender a diferença entre ritmos, como dançar conforme a contagem da música e claro, estimula a expressão.

São muitos os benefícios para o ballet pode trazer para as crianças!

Espero que tenha gostado!

Beijos,

Mariana Prieto

fontes>

Portal Educação e NeuroSaber

Quando iniciar e como escolher uma boa sapatilha de ponta

Olá, tudo bem?

Escolhi este tema para dar início ao blog depois de pensar muito no que poderia escrever aqui. Uma das coisas que mais escuto das minhas alunas que estão chegando na idade de usá-las é: “Prô, quando eu vou poder usar ponta?”. Ou dos meus alunos adultos que sempre têm dúvidas em como escolher uma boa sapatilha, que se adapte bem e que tenha uma boa performance.

Pois bem, vamos então falar um pouco sobre as temidas, adoradas e tão sonhadas sapatilhas de ponta?! (cuidado que lá vem textão)

Alguns registros históricos, apontam que a sapatilha de ponta começou a ser usada de fato por Marie Taglioni, bailarina italiana, que uso a sapatilha em apresentações completas. Existem relatos de uso anterior à ela, porém aparições breves. A sapatilha de ponta surge com a ideia de mostrar mais leveza e imagem mais alongada.

Marie Taglioni (1804-1884)

Quando começar o trabalho nas pontas?

Quando uma menina ingressa ao ballet, um dos maiores sonhos é usar a ponta e a ansiedade para que este dia chegue é enorme! Todavia, uma coisa que friso muito no ballet é: Paciência. Cada estágio que vivenciamos nos estudos do ballet clássico, deve ser vivido de maneira plena e consciente.

Como professora, recomendo o início do uso de sapatilha de ponta depois dos 12 anos e com estudo mínimo de três anos, a menos que a aluna tenha formação óssea estabelecida para tal, consciência motora e técnica clássica.

O profissional da dança deve ter uma responsabilidade muito grande nesse momento e analisar detalhadamente o perfil do aluno antes do início dos trabalhos nas pontas, alinhando a idade com a técnica pré-estabelecida. A criança, por estar em desenvolvimento ósseo corre riscos de lesões caso não seja trabalhada corretamente. Por isso friso muito na questão da responsabilidade do profissional.

A aluna possui os pré-requisitos para o início dos trabalhos?

A etapa seguinte é a escolha da sapatilha. Eu recomendo sempre o uso de sapatilhas macias. Meus últimos anos de aperfeiçoamento foram com a Royal Academy of Dance e neste método, usamos a sapatilha soft (ou pré-ponta). Não é uma sapatilha que você pode usar no centro e executar sequências na ponta, ela é extremamente macia e portanto é usada na preparação e fortalecimento dos pés e tornozelos para que posteriormente seja iniciado o uso das prontas efetivamente. Eu gosto muito deste modelo da Royal porquê se alinha perfeitamente com minha visão profissional sobre o assunto: A aluna deve vivenciar plenamente e com consciência cada etapa técnica em sua vivência com o ballet. Na Só Dança, por exemplo, podemos encontrar o modelo Prima (pré ponta), modelo Grisi (para estudantes) e a partner estudanteeeee, da Capezio:

Conforme a bailarina desenvolve suas habilidades, o professor será capaz de auxiliar na escolha da próxima sapatilha, com um pouco mais de dureza. Até que, por fim a bailarina atinja sua maturidade corporal e esteja apta à usar sapatilhas profissionais e de alta performance.

Início das pontas no ballet adulto, como proceder?

Quando um aluno começa o ballet na fase adulta, tudo pode parecer muito complicado, difícil e exaustivo. Mas nada é impossível e com o auxílio do professor, o aluno pode obter excelentes resultados.

Diferente de uma criança, o adulto já tem mais consciência corporal e a estrutura óssea e muscular já está completa. Nestes casos, podemos passar a parte da pré-ponta e dar início ao uso de pontas mais macias e de acordo com o formato do pé. Costumo iniciar o trabalho com as pontas em alunos adultos após dois anos de prática com o ballet clássico.

tipos de pés. Imagem: reprodução Google.

Pé Grego: Possui o segundo dedo maior que os demais. O melhor formato para este pé é o ligeiramente afilado, não pode ser muito estreito nem largo o box. Ele deve ter uma forma que se adapte aos dedos mas que alivie também a pressão do dedo médio, que é maior que o restante. Modelos de sapatilha para pé grego:

Pé egípcio: O dedão é maior que os demais dedos. Modelo ideal: Afilado , cônico. Este modelo exerce pressão no dedão do pé, assim distribuindo o peso para os menores. Modelos de sapatilha para pé egípcio:

Pé quadrado: Os dedos são do mesmo tamanho. Um box quadrado neste caso, auxilia a distribuição do peso entre todos os dedos. Modelos para pés quadrados:

Meu pé é egípcio e pra mim não há melhor sapatilha que a Gaynor. Funciona perfeitamente para o meu pé.

Qual é a sua sapatilha?

Beijos, Prô Mariana Prieto

Fontes: Site Só dança e Dance Spirit.